sábado, 24 de outubro de 2009

Dália

Depois ela dizia:
' Chamar-me-ei Dália.
É a única coisa que por agora quero saber de mim. O resto descobrirei amanhã... e depois... e depois.'


[ Depois olhei uma vez mais para ela. Fechei o illustrator. Fingi que acreditava e com ela fingi que adormeci. ] **

6 comentários:

dina disse...

a minha esperança é que esse pássaro seja um abutre que não mata, mas sim apanha o que já está morto :P

liliana_lourenco disse...

A esperança é a última a morrer. ;) **

7ze disse...

O abutre é um necrófago. Não mata. Espera que morra.

Isto faz-me lembrar um conto guineense (abutre = jagudi). A águia, cada vez que via o jagudi, sentia nojo pela vil função que este cumpre. Um dia teve o desagradável mau gosto de lho manifestar... O jagudi não esqueceu. Entretanto, um dia, a águia feriu-se de morte; e vê o jagudi aproximar-se; pergunta-lhe: «_Vais-me matar?»; o jagudi lembra-lhe então humildemente a sua função, respondendo que não; esperaria que morresse; e acrescenta «Agora estás menos arrogante, que quando me interpelaste pela primeira vez...»

Fez-me também lembrar aquela célebre foto, que dispensa apresentações...

http://bitaites.org/wp-content/uploads/photos/2008/jul/21/01kc.jpg

Isto é ilustra!

liliana_lourenco disse...

A célebre foto ilustra na perfeição o mundo em que vivemos. **

paletadesonhos disse...

a companhia dos animais não a parece incomodar ...
tranquila e atenta, a menina e nós , para a vida ...
os teus desenhos falam e vamos revendo os episodios que deles interpretamos
:)

liliana_lourenco disse...

:)

Obrigada. **