sábado, 7 de agosto de 2010

'(...) Não Liliana. Não vais esquecer. (...)'

.. De cair, lamber o chão, memorizá-lo..

E quando aparentemente tudo acaba, eu penso:
'Não vou esquecer: De cair.. lamber o chão.. memorizá-lo.'


* 2001_ 2010 *

4 comentários:

Azelpds disse...

hmm :(

maria madeira | antónio rodrigues disse...

intrigante*

Anónimo disse...

Não, Liliana. Não, vais esquecer.

Vais adormecer para sempre e ser feliz.

Não precisas assim tão desesperadamente de varrer as cinzas (extrema humilhação), como a gata borralheira. Nesse conto de fadas, antes do sucesso, por «magia», da personagem, ela sofre as «passas do Algarve» às mãos da «madrinha».

O blog está a consolidar o conceito literário... Antes julgávamos que era um blog de ilustração e o texto era acessório; no entanto, não é assim. Letra e traço são indissociáveis na trama da Liliana.

Uma vírgula, uma respiração, podem alterar todo o sentido de um texto. É conhecida a célebre história (por volta de 1986, ver O Independente) de alguém que pagou 50 000 contos por uma vírgula num Decreto-Lei.

Nos tempo da velha senhora havia uma anedota de um comunista, mais esperto, que um dia, se embebedara, agarrara num balde de tinta e estava a escrever na parede:

Salazar deve morrer não faz falta à Nação

Apareceu a PIDE, agarraram-no, e confrontaram-no com o escrito; mas ele, esperto, respondeu:

«_ah? mas eu ainda não acabei, falta a pontuação!»

agarra no pincel

Salazar deve morrer? não, faz falta à Nação!

Pipoca das Flores disse...

Intenso...

bjs